quinta-feira, 30 de abril de 2009



Quaestio

Surfistas: 10.º ano!


Kant argumenta que há um princípio ético fundamental que, sendo seguido, torna os nossos actos eticamente correctos. Esse princípio é o imperativo categórico e uma das formas de o enunciar mostra que as regras morais são criações racionais dos indivíduos e, simultaneamente, que a moral é universal:

«Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.»

Q:
Pode um ladrão querer que todos roubem quando a oportunidade surge? Podes tu querer que todos façam promessas sem a intenção de as cumprirem?

sexta-feira, 17 de abril de 2009




Rir e pensar
Surfistas: todos!


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Não OLHES para nada no laboratório de Física,
Não PROVES nada no laboratório de Química,
Não CHEIRES nada no laboratório de Biologia,
Não TOQUES em nada no laboratório de Medicina,
E, sobretudo,
Não OIÇAS nada no Departamento de Filosofia.

sábado, 21 de março de 2009

Objectivos para o teste (11.º ano)




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- Distinguir impressões de ideias.
(Ver: págs. 157-158 do manual adoptado + apontamentos)

- Apresentar o argumento anti-metafísico.
(Ver: pág. 158-159 do manual + apontamentos)

- Explicar o problema da indução segundo David Hume.
(Ver: pág. 159-164 do manual + apontamentos)

- Apresentar duas críticas a Hume.
(Ver: pág. 165 e 166-167 do manual + apontamentos)

- Apresentar o problema da justificação das teorias científicas.
(Ver: pág. 190 do manual + apontamentos)

- Explicar o papel atribuído pelos positivistas lógicos à indução na justificação das teorias científicas.
(Ver: pág. 197-199 do manual + apontamentos)

- Mostrar por que razões as inferências indutivas não podem ser justificadas, de acordo com Popper.
(Ver: pág. 200-201 do manual + apontamentos)

- Explicar a teoria falsificacionista de Popper.
(Ver: pág. 206-210 do manual + apontamentos)

- Apresentar uma crítica a Popper.
(Ver: pág. 210-211 do manual + apontamentos)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Continuando a pensar sobre ciência...

... poderás, com proveito, surfar até aqui, onde encontrarás uma entrevista do jornal "Correio da Manhã" a Carlos Fiolhais, físico português, investigador e professor catedrático da Universidade de Coimbra, um dos mais prolíficos divulgadores da ciência em Portugal.
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«Os cientistas são, em geral, pessoas optimistas, por uma razão simples: eles sabem que amanhã saberão mais do que hoje», disse Carlos Fiolhais. Como podem saber isso?

terça-feira, 10 de março de 2009

Necessitará a Ciência da Filosofia?

A propósito do debate ocorrido hoje na aula do 11.º ACT, devido ao excelente espírito crítico e, portanto, boa atitude filósofica de alguns alunos, eis algumas ideias para (continuar a) reflexão:
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«A filosofia da ciência é quase tão útil para a ciência como a Ornitologia é útil para os pássaros.» (Richard Feynman)

«Num tempo como o que vivemos presentemente, quando a experiência nos força a procurar um novo e mais sólido fundamento, os físicos não podem simplesmente entregar aos filósofos a contemplação crítica dos fundamentos teóricos…» (Einstein, 1936)

«Concordo perfeitamente com o significado e valor educacional da metodologia, tal como da história e filosofia da ciência.» (Einstein, 1944)
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«Se devemos filosofar, então devemos filosofar.
Se não devemos filosofar, então devemos filosofar.
Logo, em qualquer dos casos, devemos filosofar.» (Aristóteles, 384-322 a.C.)
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O que parece querer demonstrar Aristóteles é que apresentar um argumento filosófico contra a argumentação filosófica é (o que se chama em lógica) uma contradição pragmática -- ao apresentarmos qualquer bom argumento contra a filosofia (se colocarmos em causa, por exemplo, a sua necessidade ou utilidade) estaremos já, lógica e inevitavelmente, a filosofar! E já que é inevitável filosofar, então que esta actividade crítica seja educada, orientada, aprofundada, disciplinada, para que seja rigorosa e, assim, tenha algum valor intelectual. Logo, é importante aprender filosofia e a filosofar. E se a actividade filosófica é importante em geral, também o será, em particular, para as questões que o conhecimento científico possa colocar ao espírito inquiridor/filosófico! Ou será que não?

sábado, 7 de março de 2009

Objectivos para o teste (10.º ano)

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- Distinguir juízos de facto de juízos de valor.
(Ver: págs. 103-104 do manual adoptado + apontamentos)

- Apresentar o problema dos critérios valorativos.
(Ver: pág. 104-105 do manual + fotocópia)

- Discutir as principais teorias dos valores.
(Ver: págs. 106-108, 110-112, 113-114, 117-125, 131-134 do manual + apontamentos)

sexta-feira, 6 de março de 2009



Rir e pensar
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Surfistas: 11.º ano!




quinta-feira, 5 de março de 2009

A perspectiva do mundo!

Na passada segunda-feira, perto das duas da tarde, passou ao largo do planeta Terra, a 1/5 da distância entre a Terra e a Lua (72 mil quilómetros!), um asteróide cujas dimensões teriam feito trágicos estragos caso tivesse colidido com o nosso querido planeta. (Vê mais num post de Desidério Murcho, no De Rerum Natura ou notícia no Público.)
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É por estas e por outras que talvez devessemos pensar um pouco mais em termos perpectivistas, pois o universo é bem grande e complexo e as probabilidades de um desses fragmentos cósmicos (voltar a) colidir apocalipticamente connosco não são tão baixas quanto isso! Curioso é que... quase ninguém dá por isso!

quarta-feira, 4 de março de 2009


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As melhores ondas


Que comentário(s) te sugere esta imagem? Porquê?
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1.
Nesta imagem pode observar-se um ser Humano acorrentado, preso por correntes que parecem constranger os seus movimentos, as suas acções. Isto remete-nos imediatamente para o problema do livre-arbítrio. Por um lado a nossa acção parece ser inteiramente livre, quando agimos, quando expressamos a nossa opinião acerca de algum assunto, pressupomos que somos livres, sentimos que somos livres pois estamos a fazer aquilo que decidimos, que quisemos fazer. Por outro lado, no Universo físico tudo parece estar determinado por uma série de cadeias causais que determinam os acontecimentos. A uma dada causa segue-se sempre um determinado efeito. Até a acção humana parece estar constrangida por uma série de condicionantes como a cultura em que estamos inseridos, a época histórica em que vivemos ou a nossa constituição genética. Estas condicionantes influenciam a nossa personalidade e portanto o modo como agimos.
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O problema do livre-arbítrio é então tentar compatibilizar o determinismo da Natureza com a liberdade que parece haver na nossa acção.
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Podemos talvez então associar esta imagem a uma das tentativas de resposta a este problema - o Determinismo Radical. O Determinismo Radical é uma teoria incompatibilista que tenta responder ao problema do livre-arbítrio, negando, à partida a liberdade que parece haver na nossa acção, e dizendo que tudo está realmente determinado por acontecimentos anteriores. Na figura, as correntes simbolizam precisamente a prisão, a ilusão que é a liberdade da nossa acção. Estamos determinados a agir de uma determinada forma, nenhum acto que nós praticamos é livre pois há sempre um acontecimento anterior que nos move a agir assim. Se não houvesse nenhuma razão para agirmos de uma determinada forma então estaríamos a agir aleatoriamente o que não seria agir livremente. Os filósofos que apoiam esta teoria dizem que diariamente pressupomos o determinismo, quando por exemplo riscamos um fósforo esperamos que ele se acenda. Sem o pressuposto do determinismo seria impossível compreender o mundo. A Biologia, a Física e a Química são disciplinas centrais sem as quais não poderíamos compreender o mundo e elas pressupõem o determinismo pois dadas as mesmas causas seguem-se sempre os mesmos efeitos.
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No entanto esta teoria tem algumas falhas, pois a nossa vivência da liberdade é muito forte, e se realmente tudo estivesse determinado não poderíamos ser moralmente responsáveis pelos nossos actos, não podendo ser julgados por eles. Na verdade nenhuma das teorias que tentam responder ao problema (Determinismo Radical, Libertismo e Compatibilismo) parece responder inteiramente à questão, se bem que a tese do Determinismo Radical parece bastante plausível. Segundo alguns filósofos contemporâneos (com os quais eu concordo) o problema continua em aberto, sem resposta.
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Cândida Carvalho 10º BCT

2.
A imagem retrata um homem acorrentado. A meu ver este retrato faz pensar sobre a liberdade de agir dos humanos porque, o homem presente na imagem parece não ser livre, pois está preso.A sua liberdade parece estar em causa, no acto de se movimentar ele não pode tomar a liberdade de o fazer, está preso. Mas o seu pensamento é livre, ele pode pensar o que bem entender. Os seus movimentos físicos podem ser controlados, mas a mente não pode ser controlada. Logo, a sua mente é livre.
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Ana Rita 10ºBCT

3.
Esta imagem representa duas coisas diferentes:
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O homem parece estar preso, isto quer dizer que ele não é livre, o que simboliza a existência do determinismo.
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O homem parece estar triste, isto deve-se a ele não ser livre, o que simboliza a existência do livre-arbítrio.
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O problema do livre-arbítrio é, precisamente, tentar compatibilizar estas duas coisas.Logo, esta imagem é uma óptima representação do problema do livre-arbítrio.
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Joel Martins 10ºACT